Por Cássia Cinque*
Em recente palestra do escritor e
educador Fernando Dolabela, tive a oportunidade de ampliar meus conhecimentos
sobre o tema.
Dentre eles, por exemplo, aprendi que o empreendedorismo é um modelo mental a ser estimulado em qualquer ambiente, seja ele escolar ou empresarial. Pode-se resumir o empreendedorismo como sendo a capacidade de criar o futuro.
O empreendedor é alguém que sonha
e que busca transformar o sonho em realidade, que mistura trabalho, prazer e
emoção numa busca obstinada por resultados. Ele está sempre exercitando a
rebeldia, pois é a partir dela que os padrões vigentes são questionados.
O grande talento do empreendedor
é saber articular recursos e criar redes que viabilizem ideias inovadoras. Ele
vislumbra com grande clareza onde está a chave que provocará a propulsão
necessária para fazer as coisas acontecerem. E rapidamente. Este é o seu
verdadeiro dom.
O empreendedor é geralmente uma
pessoa com grande capacidade de síntese e de simplificação. Ele consegue
enxergar quais os dois pontos que farão o caminho de uma reta mais curto.
Identificar estes dois pontos faz parte dos talentos natos do empreendedor.
O líder empreendedor é humilde,
pois sabe que sua capacidade de conhecimento e recursos é limitada e que
precisa do engajamento de todos. Sabe valorizar as contribuições recebidas e
compartilhar a alegria da realização conjunta.
A partir destas reflexões trazidas
por Fernando Dolabela, senti-me provocada a pensar na importância do líder
empreendedor dentro das organizações. Se olharmos para as características acima
listadas, fica claro que cabe a este líder, independentemente de onde se
encontra na escala hierárquica da organização, a responsabilidade de provocar a
mudança e de ir atrás dos recursos necessários para viabiliza-la. É também dele
o papel de contagiar a rede interna sobre a visão de onde é possível chegar.
Mas para que um líder
empreendedor possa assumir genuinamente seu papel nas organizações, alguns
fatores são desejáveis, embora o caminho de um empreendedor nunca seja fácil, a
saber:
A organização precisa valorizar o
espaço para empreender e saber medir o resultado da ação empreendedora. Confiar
no talento empreendedor e deixá-lo aflorar só há de trazer bons frutos para as
organizações. Simples assim.
Confiança e autonomia são os
alimentos essenciais para os líderes empreendedores. Eles precisam destes
elementos para fortalecer diariamente seus talentos e dar o resultado esperado.
Sem eles, tornam-se cúmplices passivos do imobilismo.
Importante salientar também,
claro, que as empresas são organismos sistêmicos e que cada grupo de pessoas
tem sua função a desempenhar dentro delas. De nada adianta um líder
empreendedor sem uma estrutura de operação para fazer a roda girar. De nada
vale uma equipe engajada sem uma saudável gestão dos seus talentos. De nada
vale um líder empreendedor sem capacidade de gestão.
Para concluir provocando, desejo
a você, líder empreendedor, o espaço e a ousadia necessários para se
transformar no arauto das várias startups que precisam ser empreendidas
internamente na sua organização.
* Cássia Cinque é formada em Relações Públicas pela PUC-MG,
com pós-graduação em Gestão de Marketing pela Fundação Getúlio Vargas e Cidade
e Território pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Iniciou sua carreira
na Fundação Dom Cabral, passando pelos Diários e Emissoras Associados. Está na
Vale desde 2005 e hoje coordena as regionais de comunicação da empresa no
Brasil.
