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Ser ou ter?


Hoje pela manhã, enquanto pensava sobre as crenças que baseiam a relação que as pessoas têm com o dinheiro, lembrei-me da seguinte máxima: “Conheci alguém tão pobre, tão pobre, que só tinha dinheiro...”. 


Veio-me a mente algumas figuras que carregam tal sentença. Pessoas acreditam que o dinheiro pode comprar todas as coisas, e é o maior motivador ou recompensa da humanidade.  Duvido do poder que se atribui ao dinheiro, porque ele só pode comprar o que está à venda, e muitas coisas dentro de nós, ainda nos dias de hoje, resistem ao sistema capitalista, e só acontecem de fato, quando são conquistadas ou doadas livremente.

- Dinheiro compra aplausos, mas não a admiração;
- Dinheiro compra sucesso, mas não te dá o dom;
- Dinheiro pode comprar relacionamentos, mas nunca o amor;
- Dinheiro dá segurança, mas não pode dar a Paz;
- Dinheiro pode comprar o prazer, mas não a alegria;
- Dinheiro compra autoestima; mas não traz amor próprio;
- Dinheiro compra companhia, mas não amigos;
- Dinheiro pode te dar o que deseja; mas não te livra da inveja;
- Dinheiro pode comprar “soluções”, mas não te dá Fé.


Imagino que a maior tristeza do ser humano deva ser, ao final da trajetória, descobrir que sempre teve, mas nunca foi. Uma relação ineficaz com o dinheiro pode criar pessoas soberbas, que acreditam que porque o tem, não precisam de ninguém, nem tem nada a receber.

Muitos dos que o possuem em demasia, são egoístas. Sabem receber, cobrar, usurpar, mas nada tem a oferecer. O dinheiro, nas mãos de pessoas amargas, as torna estéreis. Se não recebem, também não repartem, não doam, não oportunizam. Rico mesmo é quem abençoa quem sabe dividir. Quem luta para conquistar e partilha. Quem acredita que o sol pode sim, brilhar para todos.  Próspero é aquele que sabe dar, e também receber. 

Sim, o dinheiro é bênção, quando se sabe usá-lo.




Aghata Zequetto
Psicóloga
Professional and Self Coaching
Especialista em Liderança e Coaching

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