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Formação comportamental, um diferencial.


Por Antonio Cleber*


Diante das grandes mudanças nas estruturas organizacionais e no cenário político-social, ter um diferencial é a chave que pode abrir portas para muitas oportunidades à qualquer profissional. É sabida a necessidade de se unir competências técnicas e comportamentais para uma formação de qualidade. Entretanto, ainda existem resistências que paralisam o sucesso em muitos casos.


É indispensável apostar na formação qualificada e no desenvolvimento das competências comportamentais de forma a preparar indivíduos e organizações para responderem adequadamente à realidade do mercado atual.

Na opinião do professor Mestre e Doutor em gestão pela USP, Iran Siqueira Lima, “desenvolvimento das competências resulta em ganhos organizacionais de qualidade e rapidez, e o colaborador conquista o respeito dos públicos internos e externos.

Para a Master Coach Janaína Manfredini, da Effecta Coaching, o comportamento potencializa ou neutraliza as habilidades e conhecimentos. Quando se trabalha o comportamental, é importante buscar o autoconhecimento, depois disso, potencializar os melhores comportamentos e buscar desenvolver outros. “Com o autoconhecimento é possível entender melhor o outro e buscar um melhor relacionamento, pois estes são base para o sucesso”, afirma.

Janaína/ Effecta Coaching

Janaína complementa que para trabalhar o comportamental é importante “empoderar” a pessoa, fazendo que ela quebre alguns paradigmas que ela mesma construiu. “É difícil uma pessoa mal humorada, egoísta, que não se conhece nem se permite conhecer os outros avançar na carreira,” conclui.

 Empoderar é a tradução de Empowerment, um conceito de Administração de Empresas que significa "descentralização de poderes", ou seja, sugere uma maior participação dos trabalhadores nas atividades da empresa quando lhe é dada maior autonomia de decisão e responsabilidades.

O mundo corporativo gira em torno de relacionamentos. E relacionamentos são orientados pelos comportamentos e podem ser aperfeiçoados. "Quanto mais se consegue identificar e usá-los a favor dos relacionamentos, melhor é o reflexo nas tomadas de decisões e no ambiente de trabalho", é a opinião da psicóloga Aghata Zequetto, que atua há 2 anos como gerente de relacionamento, em uma multinacional.

O diferencial das grandes corporações atualmente, é a contratação de trainees. Jovens talentos, recém formados e ávidos por conhecimento, que são treinados por estas empresas e moldados à partir dos valores e crenças, ou seja, de sua cultura",  pontua Aghata. 



Em complemento à discussão, a consultora Cleide Aparecida da Silva, que é administradora, Master em Desenvolvimento Humano e Gestão de Pessoas, analisou o cenário de Rondonópolis-MT e região e compartilhou sua experiência. 



Um Cenário antagônico – Notamos nas instituições de empregos públicas, dentre outras empresas que atuam com banco de talentos, vários interessados por emprego. Porém, quando percebemos os empresários, eles continuam buscando por profissionais. “O que ocorre é que nesse cenário antagônico, prevalece a falta de qualificação, não somente no sentido laboral, mas principalmente comportamental”, identifica Cleide. Para ela a formação comportamental é muito mais importante do que a técnica.

Apesar de muitas empresas já estarem abertas a promover essa formação aos seus colaboradores, ainda há resistências. Ainda falta o consenso de que a competência deve ser desenvolvida pela empresa que contrata. Essa competência trata-se de melhorar habilidades e promover a tomada de atitudes. ‘É necessário aprender a desaprender’, afirma.  É preciso aceitar que o que se sabe pode ser melhorado.

Uma vida prática – É preciso refletir sobre que aspectos se quer ser competente, pessoal e profissionalmente. Para isso atuo com muitos parceiros, que com suas ferramentas contribuem para este objetivo. Meu principal foco é desenvolver uma formação especializada, e antes entender qual é o propósito que se pretende. Pois nem sempre o que o empresário quer é o que pode contribuir com seus objetivos. Minha proposta é desenvolver pessoas no comportamento, para que elas possam refletir sua atuação, mudar hábitos, quebrar paradigmas e sair do trivial.

“Iniciei trabalhando consultorias em empresas e percebi que a demanda e necessidade eram os treinamentos comportamentais e isso tem norteado minha carreira até aqui. Utilizo treinamento vivencial, ofereço consultoria para planejamento estratégico: elaboração da missão, valores e posicionamento estratégico da organização. Além de gestão de pessoas, para diagnóstico organizacional,  com perfil de cargos e salários e formação de lideranças”, explica e conclui.


*Antonio Cleber Zequetto - Especialista em Gestão da Comunicação e Marketing Institucional (UCB), graduado em Letras português/inglês (UFMS). Formado em Consultoria Empresarial (Portal Consultores - SP). Experiência em multinacionais nas áreas de Comunicação e Comunidades. Atuação em empresas nacionais em Inteligência de Mercado, Relacionamento com Cliente,  Vendas, Mídia Digital e Língua Inglesa. www.zequetto.com  



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