Crise financeira, expansão das mídias sociais,
realinhamentos no cenário socioeconômico: as profundas mudanças globais dos
últimos cinco anos têm um forte componente de instabilidade - mas, por outro
lado, contribuíram para a abertura de novos campos de atuação no mundo
corporativo. Na matéria de Daniela Macedo, o Guia VEJA publicou em 5/08/12 as novas oportunidades de mercado.
A consultoria de recrutamento Michael Page elaborou um
estudo global que ajuda a entender como o mercado de trabalho vem se adaptando
a esses chacoalhões. Realizada em cinco países (Estados Unidos, Inglaterra,
Alemanha, França e Brasil), a pesquisa destaca as atividades que nasceram para
suprir as necessidades de um mercado em constante transformação.
São profissões muito especializadas, que atendem a demandas atuais e futuras. A perspectiva para os próximos anos, portanto, é de ampliação no campo de trabalho desses cargos,diz Paulo Pontes, presidente da Michael Page no Brasil. Conheça os sete novos profissionais que, de acordo com a parte brasileira da pesquisa, se destacam nas empresas atualmente.
Gerente de
treinamento do varejo
Formação:
administração de empresas, recursos humanos e psicologia
Quem contrata:
empresas do setor de varejo
Salário médio: 8 000 a
12 000 reais
Gerente de
identidade visual
O que faz: em redes
varejistas, é encarregado de talhar cada ponto de venda ao perfil do público
que o frequenta. Ele define, por exemplo, a linha de produtos que deve ganhar
destaque em determinada loja, a maneira como seus vendedores devem abordar a
freguesia e as ações promocionais mais proveitosas. Deve, enfim, cunhar uma
identidade para a loja ao mesmo tempo em que cuida para que ela não se
sobreponha à imagem da marca nem entre em choque com ela
Formação: publicidade
e propaganda, marketing e administração, com experiência em varejo
Quem contrata:
empresas do setor de varejo, em especial no segmento de luxo
Salário médio: 8 000 a
12 000 reais
Gerente de
comunidade
O que faz: atua
diretamente na comunicação com o consumidor por meio de redes sociais, blogs e
fóruns on-line. É responsável, por exemplo, por impedir que as reclamações
sobre um produto ou serviço de sua empresa divulgadas no Twitter ou no Facebook
se transformem em
virais negativos na internet
Formação: marketing e
publicidade e propaganda
Quem contrata:
agências de comunicação
e empresas que atuam
nas redes sociais
Salário médio: 7 000 a
10 000 reais
Gestor de
reestruturação
O que faz: nos bancos,
gerencia a carteira de clientes endividados, que abrange as empresas em
dificuldades decorrentes, principalmente, da crise econômica de 2008. Embora
grande parte dos gestores de reestruturação atue no setor bancário, há
profissionais também dentro das companhias, com a missão de colocar a situação
financeira da empresa nos eixos
Formação: gestão e
administração de empresas, economia e engenharia, com pós-graduação em finanças
e experiência comprovada em áreas de risco de crédito
Quem contrata:
instituições financeiras e empresas de grande porte do setor privado
Salário médio: 14 000
a 24 000 reais
Gerente de projetos
O que faz: joga no
meio de campo entre o departamento de TI e as demais áreas da empresa. Por um
lado, ele leva as necessidades dos diferentes departamentos da companhia aos
técnicos de sistemas da informação. No caminho inverso, aponta aos funcionários
as limitações dos recursos de TI. Como ele dialoga com grupos que muitas vezes
não se entendem — tecniquês e juridiquês, por exemplo, são dois idiomas
distintos —, a capacidade de comunicação é a sua principal característica
Formação: engenharia e
informática
Quem contrata: médias
e grandes empresas de todos os segmentos
Salário médio: 12 000
a 20 000 reais
Gerente de relações
governamentais
O que faz: é o
interlocutor da empresa junto a órgãos governamentais e agências reguladoras,
como Anatel e Aneel. Sua área de atuação é vasta: inclui desde questões legais
até assuntos socioambientais. Por isso, o cargo exige um profissional que tenha
grande capacidade de comunicação e, ao mesmo tempo, muito conhecimento e
aptidão para os meandros da burocracia — uma combinação difícil, que, quando
preenchida com eficiência, pode levar aos mais altos salários entre aqueles
oferecidos por essas novas profissões
Formação: comunicação,
direito, administração de empresas, relações internacionais ou ciências
sociais, de acordo com a área de atuação da companhia
Quem contrata: empresas
de grande porte, principalmente aquelas sob a supervisão de órgãos reguladores
Salário médio: 12 000
a 45 000 reais
Gerente de
marketing on-line
O que faz: elabora a
estratégia de marketing de uma empresa nas mídias sociais, como Twitter e
Facebook, de acordo com o público específico que se quer atingir e a rede
social que se deve utilizar. Na Europa e nos Estados Unidos, os profissionais
desse ramo já contam com experiência de até dez anos no currículo. No Brasil, o
marketing on-line só agora começa a se expandir — daí a carência de
profissionais experientes nessa área
Formação: publicidade,
propaganda e marketing
Quem contrata:
agências de comunicação e empresas que atuam nas redes sociais
Salário médio: 8 000 a
15 000 reais






